De vez em quando, esse silêncio de viagem me dá vontade de chorar. A lágrima sobe, viu. No ônibus da volta de Porto de Galinhas, tocou “Estrela” no discman e eu não aguentei. Reguei a floresta de palmeiras e o cavalo branco-sujo que vi pela janela.
Sujei a bandeja da praça de alimentação com o molho de mostarda. (Não estou em um laptop, só lembrei disso agora)
Na ida, fui conversando com uma recifense que me lembrou o jeito de minha mãe. Marina é funcionária pública e também ficou de férias sozinha.
Secretamente, eu desejo encurtar essa viagem, agora que estou sozinho e sinto falta das coisas e do jeito que só o Matheus tem, das caras dos meus amigos e do Rio de Janeiro. Mas contrario essa vontade pensando no que vou ganhar com essa solidão.
No mais, tenho escutado muita conversa alheia e observado muitos pais educando os filhos e lembrando do Kurt Cobain dizendo que os pais “não são espertos”. Tem uma entrevista com a Joni Mitchell naquela compilação das melhores da Rolling Stone.
(esqueci um monte de coisas que pensei para esse post no caminho)
Tags: Joni Mitchell, Maria Bethânia, Matheus, Recife, Vander Lee