Voltamos ao Dona Maria, um restaurante de um camarão fenomenal, para jantar o bobó, que era desejo desde a praia. Encontramos a porta da varanda fechada, mas a dona, com uma barriga de 10 meses, veio nos dizer que tinha fechado mais cedo para uma reunião.
- Nossa, que pena! É que a gente já veio aqui e voltou para provar do bobó.
- Ah, o pessoal do bobó! Entrem já, mas sentem ali no cantinho, que é pra ninguém ver.
Foi o melhor bobó do mundo e eu fiz questão de raspar tudo porque mães gostam de ver o prato limpo né. Ela botou o acústico do Gil para tocar, e isso na hora fez tanto sentido, quase chorei. No almoço, a trilha foi um disco de Paulinho e Toquinho juntos ao vivo.
Pipa foi muito generosa nas trilhas de almoço. Ouvi o acústico do Paulinho, uma coletânea do Caetano, uma coletânea da Legião Urbana, um cheirinho de Maria Bethânia em algum lugar que não entrei e um dance bem anos 90.
“A paz
Invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais
A paz
Fez o mar da revolução
Invadir meu destino; a paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz
Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz
Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos ‘ais’”
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