Quando o meu namorado viaja, posso comprar um saco de jujubas. Roçar a língua nelas até que fiquem lisas, carecas daquele manto de açúcar. Engraçado que a cor permanece depois que não as vemos mais. E depois mastigar e depois engolir.
Também posso ter muito mais preguiça de cozinhar qualquer coisa.
Na minha última ida a São Paulo, ano passado, achei a cidade muito sexual. Mesmo no frio, que tende a me deixa mais romântico, e naquelas ruas onde todos deixam os corpos cobertos – às vezes até demais. Agora li um trecho de diário da Susan Sontag, destacado pela Bravo!, no qual ela fala sobre Nova York:
“A feiúra de Nova York. (…) Em NY a sensualidade se transforma completamente em sexualidade – não há objetos para os sentidos reagirem (…), Cheiros horrorosos na rua (…). Nada senão comer, se tanto, e o frenesi da cama.” (pág. 226)
15 / Outubro / 2009 às 6:48 pm |
fiquei feliz com a boa nova