“Os artistas da EMI viraram parte da mobília. Eu era um sofá e o Coldplay uma poltrona”. Gosto muito do que o McCartney disse sobre a inércia das gravadoras.
Paul diz que era assim:
- Adoramos o disco!
- Legal, vamos divulgar.
- Você deve ir a Colônia – eles sempre dizem isso. Aí você vai, responde perguntas de milhões de jornalistas (sempre as mesmas). Deus, temos que fazer outra coisa!
E, realmente, alguma está errada quando você pede fotos de divulgação dos artistas tocando no palco e as gravadoras não têm. Ora, o que eles fazem então? O artista lança um álbum e você tem que usar as mesmas fotos de divulgação em estúdio durante o resto do ano (ou até o novo disco chegar às lojas?).
O tempo de seis meses – Paul diz que é esse o tempo que a EMI pedia para fazer o marketing dos discos – serve pra quê. Em vez de ficarem reclamando do Napster, do Audiogalaxy, do Orkut, do YouTube, esse povo tinha que pensar em novas formas de divulgação dos ricos artistas.
Quem vai pagar o Chester dos executivos da EMI não sou eu.