A máfia amarela.

By Samuca

Não, não é a máfia japonesa.

Enquanto todos perguntam “que mundo vamos deixar para nossos netos?”, eu – que não vou ter netos, talvez cão-netos – me faço a mesma pergunta.

Veja bem: há dois meses, o Seu Antônio, figura carismática do Itaipava (a.k.a Beija-flor), foi demitido daquele estabelecimento por mandar o chefe tomar no cu.

Poisé, o dono do Itaipava nos fez o favor de dissolver a famosa dupla Seu-Antônio-Seu Ayrton (ou Aylton ou, ainda, Hylton, para os íntimos) sem pensar uma vez. Algumas pessoas culpam a mulher dele, que fica de esfinge no bar todas as noites.

Nesta semana fui sentar lá pra beber e senti que algo estava diferente: as mesas e cadeiras de plástico eram novas. Seu Aylton não deu grandes explicações, mas magoou o meu coração: “Não trabalhamos mais com Itaipava.”. Senti um certo desgosto em seu olhar, o que me confortou.

Ok. Sem Seu Antônio, sem Itaipava, afoguei minhas mágoas numa Brahma gelada.

Ontem fui pegar um ônibus e reparei: os três bares do setor A do complexo boêmio São Franciscano estão com mesas novas e banners novos, com a cor a e a logo da Skol. O Loreninha é loreninha. O Itaipava agora tem que ser Beija-flor. E o Bar da Criss virou “Pensão Jaleco”.

Eu sei que é mó retrogridisse pensar esse tipo de coisa.
O Google que se cuide…

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