Essa coisa de estrada é quase deprê. Cheiro de fumaça, sol pelando montanhas carecas, placas de caminhão e adesivos de carro. “Em breve, Jesus voltará”, “Só alegria”, “Pra que ter medo se o futuro é a morte?”, “Gugu a bordo”.
Um monte de gente andando na pista. A pé, de burro, de bicicleta. Um monte de lugar pequeno e cidade pacata. E a gente fica pensando como é a vida do cara que vende cana em sacos na beira do acostamento.
Fica imaginando o que ele faz pra se divertir, se ele tem filhos, se estão na escola, se aprendem português, inglês e matemática. Se a urbe é supérflua…. E a estrada continua com muitas e muitas borracharias que nem sempre estão funcionando.