Mel C e Bryan Adams – When You’re Gone

9 / Novembro / 2009 por Samuca

As fotos que não tirei

6 / Novembro / 2009 por Samuca

Esqueci quase todas, minha memória está fraca. Eu tento não dizer “é fraca” porque dizem que tudo é uma questão de treinamento, e não há nada como a esperança, né não neguinho?

Mas juro que eu tenho muita dificuldade em administrar essa coisa de viver E fotografar ao mesmo tempo. Fiquei mal por ter ido ao Pelourinho sem a minha câmera porque todo mundo dizia que lá é perigoso.  Todas as minhas saboneteiras falharam, com exceção da subaquática. Cheguei à conclusão de que preciso de uma saboneteira digital, dessas que todo mundo tem.

Fui atrás do MAM de Salvador e me perdi numa avenida de mão dupla suspensa perto do mar. Fui me refugiar na portaria do prédio de Ivete Sangalo. Se não fosse isso, teria sido assaltado de faca.

Voando com Rebeca

2 / Novembro / 2009 por Samuca

Já estava soltando fogos na minha cabeça, comemorando uma viagem para o Rio com dois assentos vagos do meu lado. No último minuto, a aeromoça sugeriu – sorrindo muito – que eu trocasse de lugar para acomodar melhor uma família com duas crianças, sendo uma de colo. “Marcaram o nosso assento separado na viagem”, marcaram? Sei.

¬¬

Fui parar na primeira fila, corredor. Uma senhora baixinha na janela e, no meio, uma mãe com uma criança de colo que explorou, durante todo o voo (ô o ôo), aqueles agudos que só as crianças, os eunucos e a Mariah Carey conseguem atingir. O povo olhava pra mim com uma certa solidariedade.

Tentei o discman, a bateria acabou ao fim da primeira música. A aeromoça ofereceu um biscoitinho e funcionou. Por cerca de 5 minutos. Rebeca chorava e esperneava, mesmo com a mãe tentando acalmá-la.  Será que ela não queria se chamar Rebeca?

Busquei distração no papel de parede, que tinha uma estampa parecida com plástico bolha e tive outra ideia:
- Oi, Rebeca. Que vestido lindo você tem. Vamos brincar de contar quantas bolinhas tem na parede?
Achei que ela não saberia contar até um, então apelei para aquele otimismo egoísta: “deve ter alguma coisa muito boa guardadinha pra mim no futuro, eu sei.”

Fanfarra FAMUNITA – Itapicuru, BA

1 / Novembro / 2009 por Samuca

Fui procurar o Olodum no Pelô, mas não achei. Desci na Praca da Sé e vi um monte de gente vestida como os Beatles na capa do Sgt Peppers. A rua estava toda amarelada com a luz dos postes e suja, parecia clipe de Samuel Bayer, mas era a área de concentração de um festival de fanfarras em Salvador.

Gravei mentalmente o nome do meu grupo favorito, o FAMUNITA (que achei que fosse ‘fabonita’), para postar aqui. Uma loucura, achei um monte de vídeo deles numa página da NME . Muito bonita a evolução da banda. O maestro era muito carismático, na saída, ele foi pulando na frente da banda. Fiquei surpreso com a dinâmica dos instrumentos de percussão. Assim como algumas escolas de samba do Rio, eles incorporaram uma batida semelhante ao funk e animaram toda a praça.

Outras questões musicais
Perguntei do Curuzu e me disseram que era bem longe, na periferia. Já estava morrendemedo dos becos da cidade e achei de bom gosto não ir. Também pensei em Itapuã, mas todos disseram que é uma praia horrorosa, então preferi não estragar a imagem que tenho na cabeça.

Arnaldo Antunes estava me seguindo no mobiliário urbano, com pose de quem está sendo seguido. Ele fez show em Recife depois que fui-membora, e também fez show em Salvador depois que passei por lá.

Maria Gadu (todos adoram), Paulinho da Viola e Lenine são os artistas que mais ouvi em lugares públicos durante a viagem.

Hockey – Song Away

31 / Outubro / 2009 por Samuca

that particular time

31 / Outubro / 2009 por Samuca

Twitter mode on. São dez e dez e eu não quero subir para encontrar meus roommates e dormir. Aqui no térreo tem uma luz de neon piscando e uma música ambiente calma. Tô com vontade de me esticar por aqui mesmo e pegar no sono no sofá, viu.

Hoje vi um filme chamado “P.S. eu te amo” e achei a trilha tão pertinente.

Não quero ficar careca

31 / Outubro / 2009 por Samuca

Olha, estou começando a achar que Deus existe. Estou aqui brigando, via Gtalk, com o meu namorado, eu na Bahia e ele no Rio, e alguém mudou a música ambiente para “É o amor”, na voz da Bethânia. Ontem de manhã, tocaram a Alanis no café e passou um clipe do DVD Brasileirinho no ônibus de volta. Fora um monte de coisas.

Preciso conversar com um amigo daqueles quando voltar ao Rio.

Não, acho que Ele não existe mesmo. Agora está tocando Ana Carolina – quem de nós dois (ou qualquer titulo que essa música tenha.)

no dia em que me perdi

26 / Outubro / 2009 por Samuca

De vez em quando, esse silêncio de viagem me dá vontade de chorar. A lágrima sobe, viu. No ônibus da volta de Porto de Galinhas, tocou  “Estrela” no discman e eu não aguentei. Reguei a floresta de palmeiras e o cavalo branco-sujo que vi pela janela.

Sujei a bandeja da praça de alimentação com o molho de mostarda. (Não estou em um laptop, só lembrei disso agora)

Na ida, fui conversando com uma recifense que me lembrou o jeito de minha mãe. Marina é funcionária pública e também ficou de férias sozinha.

Secretamente, eu desejo encurtar essa viagem, agora que estou sozinho e sinto falta das coisas e do jeito que só o Matheus tem, das caras dos meus amigos e do Rio de Janeiro. Mas contrario essa vontade pensando no que vou ganhar com essa solidão.

No mais, tenho escutado muita conversa alheia e observado muitos pais educando os filhos e lembrando do Kurt Cobain dizendo que os pais “não são espertos”. Tem uma entrevista com a Joni Mitchell naquela compilação das melhores da Rolling Stone.

(esqueci um monte de coisas que pensei para esse post no caminho)

O bobó de Dona Maria

21 / Outubro / 2009 por Samuca

Voltamos ao Dona Maria, um restaurante de um camarão fenomenal, para jantar o bobó, que era desejo desde a praia. Encontramos a porta da varanda fechada, mas a dona, com uma barriga de 10 meses, veio nos dizer que tinha fechado mais cedo para uma reunião.
- Nossa, que pena! É que a gente já veio aqui e voltou para provar do bobó.
- Ah, o pessoal do bobó! Entrem já, mas sentem ali no cantinho, que é pra ninguém ver.
Foi o melhor bobó do mundo e eu fiz questão de raspar tudo porque mães gostam de ver o prato limpo né. Ela botou o acústico do Gil para tocar, e isso na hora fez tanto sentido, quase chorei. No almoço, a trilha foi um disco de Paulinho e Toquinho juntos ao vivo.

Pipa foi muito generosa nas trilhas de almoço. Ouvi o acústico do Paulinho, uma coletânea do Caetano, uma coletânea da Legião Urbana, um cheirinho de Maria Bethânia em algum lugar que não entrei e um dance bem anos 90.

“A paz
Invadiu o meu coração
De repente, me encheu de paz
Como se o vento de um tufão
Arrancasse meus pés do chão
Onde eu já não me enterro mais

A paz
Fez o mar da revolução
Invadir meu destino; a paz
Como aquela grande explosão
Uma bomba sobre o Japão
Fez nascer o Japão da paz

Eu pensei em mim
Eu pensei em ti
Eu chorei por nós
Que contradição
Só a guerra faz
Nosso amor em paz

Eu vim
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos ‘ais’”

Hua tarde

15 / Outubro / 2009 por Samuca

Nordeste, aqui vou eu!

Polar – Moll

11 / Outubro / 2009 por Samuca

Adoro esse clipe e essa música. Uma pena que tenha acabado.

minha tv faz barulho de panela de pressão

11 / Outubro / 2009 por Samuca

Quando o meu namorado viaja, posso comprar um saco de jujubas. Roçar a língua nelas até que fiquem lisas, carecas daquele manto de açúcar. Engraçado que a cor permanece depois que não as vemos mais. E depois mastigar e depois engolir.

Também posso ter muito mais preguiça de cozinhar qualquer coisa.

Na minha última ida a São Paulo, ano passado, achei a cidade muito sexual. Mesmo no frio, que tende a me deixa mais romântico, e naquelas ruas onde todos deixam os corpos cobertos – às vezes até demais. Agora li um trecho de diário da Susan Sontag, destacado pela Bravo!, no qual ela fala sobre Nova York:

“A feiúra de Nova York. (…) Em NY a sensualidade se transforma completamente em sexualidade – não há objetos para os sentidos reagirem (…), Cheiros horrorosos na rua (…). Nada senão comer, se tanto, e o frenesi da cama.” (pág. 226)

“Qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade”

9 / Outubro / 2009 por Samuca
Felipe Dylon

Felipe Dylon

Das coisas que li sobre o Testino, que sempre foi apaixonado por Rio – e agora os cariocas também podem ser apaixonados por esta cidade: parar de falar mal dela naquela velha comparação com São Paulo e quebrar o trem quando ele não funcionar - gostei do modo como ele disse aqui:

Veja – E se fosse escolher uma só?
Testino – Na verdade, eu sempre escolhi Kate Moss. Porque para mim a beleza não é só uma coisa física. A beleza física cansa. Quando você olha para uma menina bonita, depois de um tempo, como acontece com qualquer coisa bonita, você se cansa por não ter outras coisas ali. Kate vem com muito bom humor, bom gosto, criatividade, novidade. Ela vira outra coisa. As pessoas esquecem que os fotógrafos têm de viver com essas modelos todos os dias. E, se elas não são interessantes, simpáticas, divertidas, fica muito chato.

that particular time

5 / Outubro / 2009 por Samuca

Do apoio que recebi, o que mais me comoveu foi a ligação do Junior, que eu não estava esperando. Fiquei cheio de lágrimas nos olhos quando ele disse assim: “Que pena, meu irmãozinho”.

E nem postei que, há uns quatro dias, eu fui curar a minha insônia com a a TV e aconteceu de novo: entrou o MTV Lab Clássicos no ar e o primeiro vídeo foi Alanis cantando Thank U no Roseland Ballroom.

Comecei a ouvir uma das poucas músicas do Antics (Interpol) que eu pulava. Eu achava o riff inicial “A Time To Be Small” cansativo e a música arrastada. [Vídeo e Letras]

Arctic Monkeys – Mardy Bum

4 / Outubro / 2009 por Samuca